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Oh captain! My captain!

" But only in their dreams can men be truly free. 'Twas always thus, and always thus will be."

Oh captain! My captain!

" But only in their dreams can men be truly free. 'Twas always thus, and always thus will be."

Seg | 05.09.16

I'm here!

Olá novamente, após mais um mês de ausência! Acontece que se Junho foi praticamente passado em torno da faculdade, Agosto foi completamente entregue ao trabalho de Verão. Todos os anos repito que será o último verão de trabalho, mas sempre que chega novamente sou incapaz de recusar. É que embora me custe, sobretudo porque venho sempre derreada de um ano de faculdade, custa-me bem mais não ter as minhas economias de lado para me organizar. Prefiro sempre trabalhar, ainda que seja só um mês e apenas no verão, mas é sempre um esforço que vejo recompensado e que me permite ter a liberdade económica para viajar, comprar livros, fazer as minhas maluqueiras ou até mesmo poupar.

O que acaba inevitavelmente por acontecer é que chego ao final do dia completamente arrasada e a vontade de me sentar em frente ao computador e escrever não é muita. Mesmo a leitura acaba por ficar afetada, porque adormeço facilmente e, honestamente, ler no verão é tarefa difícil. Ora está muito calor para ter as luzes acesas, ou não as podemos ligar porque os carrascos dos mosquitos são imediatamente atraídos para dentro de casa e depois dormir em paz é tarefa quase impossível. Assim acabo por nunca ler tanto, o que me entristece um pouco, mas é o que temos.

No entanto, entre cansaço e toda uma estratégia de ler sem ser devorada por mosquitos, ainda consegui ler o FanGirl da Rainbow Rowell. Decidi fazer uma pausa no Mataram a Cotovia, porque estava a precisar de ler algo mais leve e, confesso, que me envolvesse mais. Como já vos tinha dito antes, o Mataram a Cotovia da Harper Lee é uma obra clássica, incrivelmente bem escrita, deliciosa mesmo, mas na qual ainda não me consegui envolver a 100%.

Falando-vos um pouco do FanGirl. Eu já tinha lido o Eleanor and Park e mais do que o ler, eu amei a obra. Li-o num dia em que chovia torrencialmente e em que me enfiei debaixo dos lençóis e já só saí quando a minha cama ficou encharcada das tantas lágrimas que chorei. Foi uma leitura de empreitada, em que o final ainda me atormenta. Ou melhor, a ausência dele. E, portanto, parti para a leitura de FanGirl com as expectativas elevadas. Que não saíram, de todo, furadas! Adorei, novamente, a obra, as personagens e voltei a ser arrastada para a história como se esta fosse uma onda daquelas da Nazaré, que leva tudo e todos.

O que adoro nos livros da Rainbow Rowell é a construção das personagens, que é qualquer coisa de fantástico. A escritora consegue dar-lhes uma dimensão, toda uma forma de agir, sentir e pensar que parece ter um bocadinho de cada um de nós. E depois cria narrativas de vida que, nunca sendo fáceis, são extremamente credíveis e bem construídas. Com um ritmo, uma cadência certa. Neste livro não é exceção.

A premissa é simples, mas não é por isso menos envolvente e encantadora. Aliás, acho que é um dos pontos fortes da história: a sua simplicidade. No fundo, não passa de um evento de vida normal, comum a todos (ou quase todos) nós: a ida para um mundo novo, que é a universidade. E tudo que este mundo traz consigo: novos amigos, novos ambientes, novos professores, uma nova casa, enfim, toda uma aprendizagem que se traduz num crescimento necessário, quase que obrigatório.

Nem sempre é fácil viver esta transição de vida. Para uns é certamente menos difícil do que para outros, mas a verdade é que, inevitavelmente, trata-se de uma mudança e, como todas elas, implica adotar uma nova forma de agir, de pensar e sentir também. Uns habituam-se mais facilmente seja pela sua personalidade ser mais expansiva e extrovertida, seja pela presença de amigos na mesma situação, seja pelo que for. Mas a verdade é que pode ser um período difícil, como acontece com a personagem principal do livro, a Cath. Esta vive este momento com bastante inquietação e encontra uma forma de lidar com isso que, não é mais nem menos, através da escrita de ficção. Transportando-se para um mundo de fantasia, Cath consegue abstrair-se dos dissabores da sua realidade e canalizar as emoções que procura controlar e não sentir.

Confesso-vos que os capítulos nos quais a Cath escreve a sua história, não prestei grande atenção, chegando mesmo a passar alguns à frente. Não só não eram sobre o meu tema de eleição, como não se consegue perceber muito bem o seguimento da história. No entanto, não perdem nada da história principal passando estas pequenas partes à frente, garanto-vos.

Neste momento, estou a tentar recomeçar a leitura e a preparar-me para mais um ano letivo e tudo que isso implica. É que morando numa cidade diferente da da minha faculdade, o regresso não implica apenas fazer uma simples mochila com caderno e estojo. São malas e malas de coisas que andam sempre de um lado para o outro. Mas pronto, faz parte e passadas duas semanas, uma pessoa já está habituada ao faz e desfaz malas.

Além disso, este ano letivo será diferente de todos os outros e bem mais especial, mas isso conto-vos depois, que este texto já vai longo :) Obrigada pelo vosso carinho, que é sempre uma constante e que me aquece sempre o coração. Mesmo não escrevendo, não deixo de passar os olhos por aqui nem pelos vossos cantinhos! Beijinho para todos e bom regresso às aulas/trabalho! Que Setembro comece em força :D

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